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Vampirismo em Skyrim

Uma jornada “épica” sobre o desespero de contrair Vampirismo em The Elder Scrolls V: Skyrim.

Eu sou Telfius Moon, um arqueiro da raça Redguard, um dragonborn, um ladrão, salvador dos oprimidos. Mas recentemente contrai Vampirismo, uma rara doença nas terras de Tamriel, estava me aventurando em uma caverna cheia de vampiros e aparentemente fui mordido por um deles, mas não importa agora, ainda mais que pensar sobre isto não irá mudar muito a minha doença.

Sinto uma ardência em meu corpo, alguma coisa que está esquentando o meu sangue e sinto um cansaço, mas isso é esquecível, ainda mais com tantos problemas que eu tenho neste momento, conspirações na guilda dos Ladrões, a ascensão dos dragões em Tamriel, entregar uma espada para um ferreiro, e até acabar com tráfico de skoomas em Riften. A última coisa que eu preciso é preocupar com um pouco de irritação do sol.

Passaram-se três noites e três dias. Consegui resolver a maioria dos meus problemas (tirando aquele pequeno problema de dragões, mas eu cuido disso depois), mas de repente sinto uma vontade forte de sangue humano, (e de outras raças se parar para pensar) um cansaço com a luz. Mas eu também sinto uma força dentro de meu corpo, uma resistência com o frio e até poderes que já vi vampiros manuseando. Depois de pensar um pouco eu vejo que sou um vampiro, um sugador de sangue, com medo do fogo, morto, caninos pontiagudos tipo de vampiro.

Eu sinto medo, mas ao mesmo tempo uma força impressionante. É estranho e desconfortável, mas os meus instintos animalescos me deixam satisfeito e animado para o que vier, pode ser um problema no futuro, mas agora é melhor aproveitar tal força em minhas mãos.

Três dias se passaram e meus poderes ficaram mais fortes, minha visão com o mundo mudou completamente, minha sede de sangue aumentou, mas infelizmente minhas fraquezas também. Depois de terminar a minha vingança contra um ladrão de barcos decidi ir para a cidade de Whiterun e vender meus espólios e tesouros. Ao chegar lá os guardas começaram a me atacar gritando “Vampiro! Queime-o!”, neste momento eu vi que era impossível disfarçar  este meu “problema”.

Corro pela minha vida não querendo machucar os simples guardas de Whiterun, decido correr para o abrigo mais perto e me esconder.

Horas se passam, medo, desespero, e aflição estão na minha cabeça.

– Como irei curar este problema? Será que vou morrer? Eu não posso morrer, eu sou o cara que deveria salvar Tamriel, o Dragonborn! Mas ao mesmo tempo, será que conseguirei viver com isto até o final da minha vida? Não acredito que estava vivendo tão bem e do nada vou morrer por causa daqueles malditos vampiros!

Minha fome aumenta, eu preciso de sangue humano, e eu preciso disso agora. Decido ir para a fazenda mais perto de Whiterun e consigo arrombar a casa de uma pobre futura vitima. Mas não existe tempo para pensar, eu preciso satisfazer esta vontade.

Vejo um casal dormindo em suas camas, e sem pensar avanço na esposa e começo a sugar sua vida. Depois de vários minutos me alimentando dela eu sinto meu poder diminuindo, e me sinto mais calmo que antes. Ao ver eles se mexerem rapidamente corro para fora desta casa o mais rápido possível, ao sair de lá eu vejo o sol brilhando forte mas não está desconfortável , pelo menos não tanto quanto estava. Ao passar por Whiterun os guardas não estão mais com aqueles olhares ameaçadores querendo me matar, somente o olhar de sempre, por eu ser um ladrão, mas isto eu estou acostumado. Depois de vender e guardar tudo na minha pequena casa de Whiterun, decido procurar formas de trabalhar neste meu problema, afinal, não quero estar em cavernas fedorentas da mesma forma que estava em Riften.

Minha primeira parada foi em Falkreath, correndo contra o tempo eu decidi ir para a taverna e conversar com a senhorita de lá. Ela me disse sobre um homem chamado Fallion que está  estudando sobre mortos vivos, draugrs, e vampiros em geral; Parece promissor, é melhor dar uma olhada, não irá doer muito.

Lembra da parte que disse que não iria doer, eu estava errado. Diante desta confusão um dragão aparece, afim de me atrapalhar. Meia hora depois e 30 flechas élficas a menos, finalmente chego a Morthal. Cidadezinha pequena, com algumas casas e alguns guardas, que continuam olhando de forma estranha para a minha pessoa, mas já estou acostumado com os olhares.

Depois de um tempo fazendo um tour pela cidade de duas estradas, encontrei Fallion. Consegui convencê-lo a me ajudar, mas eu preciso de uma Pedra Preciosa Negra e enche-la com uma alma, mas, onde vou conseguir uma pedra dessas!?

Cinco minutos seguindo o mago eu consegui apanhar a pedra do bolso dele, não tenho orgulho disso, mas medidas desesperadas para tempos desesperados, e eu sou um ladrão! Eu não deveria me sentir culpado com isso, talvez seja porque o mago quer me ajudar e eu o estou roubando. Ok, depois eu penso nisto, agora tenho que aprender a magia de prender a alma de alguém para que a pedra funcione comigo. Abri o mapa  e comecei procurar os calabouços mais pertos que existem, e consegui encontrar um cheio de necromantes, talvez seja o melhor, afinal eles são maus e matam pessoas, mais ainda pelos problemas que estou causando. Chegando lá, entro sorrateiramente, subo as escadas e corro para ele, jogo a magia e o mato em menos de 60 segundos. Rapidamente um brilho sai de suas entranhas e a pedra brilha de uma forma impressionante. Vendo que está carregada eu decido voltar para Morthal e conversar com Fallion, mas um dragão aparece novamente! Isso está começando a ficar cansativo. Mais uma vez corro atrás daquele maldito dragão para conseguir sua alma. Tempos depois, mais flechas élficas perdidas,  e uma alma dracônica ganha, consego chegar a Morthal.

Fallion me diz que preciso encontrá-lo num circulo de ritual assim que o sol nascer para proceder com a remoção de almas sujas, mas infelizmente eu sinto fome, aparentemente já se passaram mais três dias, e assim preciso de me alimentar novamente.

Corro para uma casa qualquer e faço o processo de alimentação novamente, desta vez foi a mulher de um ferreiro, assim que eu me curar vou deixar um pouco de dinheiro para ele, ou pelo menos umas peças de ferro para ele forjar suas armas. Agora sim eu consigo, chegar no circulo de ritual a tempo e ouço as palavras de Fallion. Tudo se escurece e o que parece ter terminado, volta lentamente ao normal. Olho para o reflexo de um rio e meus olhos amarelados mortos estão vivos e sujos como sempre!

E assim consigo curar o meu problema vampiresco que me aterrorizou por duas semanas, Mas agora quero discutir sobre a doença que aterroriza Skyrim, o Vampirismo.

Primeiro eu quero entender por quê Vampirismo é uma doença mas Licantropia não. Quando fui contaminado fiquei excitado e feliz pelos novos poderes, eu podia ficar invisível! Mas aparentemente Skyrim não quer que eu ande por ai como um vampiro. Tirando outros poderes que deixavam o meu personagem mais acessível, ágil e o mais importante, melhor para trabalhar em minhas quests, quando procurei na internet sobre suas conseqüências, continuei excitado e animado, parecia uma boa idéia e pensei que continuaria com esta doença durante muito tempo sem ter problemas.

Enquanto Licantropia é uma quest que pode ser importante e pode ser usada para a sua vantagem, Vampirismo não é, e isto me deixa com raiva pelo desperdício de conteúdo criativo que poderia ter sido usado. Poderiam fazer um clã e uma arvore de aventuras novas focadas no lado vampiresco. Quem sabe depois de virar um vampiro o jogador recebe uma carta para entrar numa nova “irmandade” de vampiros e por ai poderiam entregar quests para se especializar em cada coisa, uma com foco em se esconder (com a habilidade Embrace Shadows), outra com foco de se alimentar de uma forma efetiva e até outra que poderiam forçar o maior uso das habilidades secundarias de um vampiro.

Mas por outro lado, eu devo dar crédito para Bethesda, para a quest de se curar, pois depois que vi que devia me curar eu tive que correr rápido, e já estava dias atrasado graças aos meus devaneios de quão seria legal ser um vampiro. Depois de viajar para lugares desconhecidos, lutar contra guardas e cidadãos raivosos, viajar mais ainda, aprender magia e tudo isto num período de tempo de 4 a 8 dias acabei conseguindo, e no final o jogo me deixou aquele sorriso de alivio, mas deixou um pouco de tristeza sabendo que perdi aqueles poderes.

No final eu acredito que foi um potencial perdido no meio do jogo mas ao mesmo tempo eles conseguiram dar a adrenalina da corrida contra o tempo para curar a contaminação. Foi uma ótima forma de criar o que Elder Scrolls: V Skyrim faz de melhor, aventuras tão bem detalhadas, importantes e emocionantes que é possível escrever um livro sobre elas.

 

5 Comentários

  1. as unicas coisas que gostei foi de habilidades na hora das quests

  2. Raone, se tu virar Lobisomem não poderá se tornar vampiro novamente, ou seja, não vai mais ter a doença vampiresca, ok?

    Abraço e boa jogatina !

  3. Queria saber se uma vez curado da doença vampiresca pode contrair denovo

  4. hahaha, acho que esse foi um dos unicos problemas que achei em Skyrim, tirando isso, todo o jogo é divertio Lucas

  5. cara tb passei por isso x)

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