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Jogamos Asura’s Wrath, o anime interativo da CAPCOM (PS3)

Leia a resenha abaixo para saber o que achamos da saga do semideus nervosinho.

Antes de mais nada você precisa saber que Asura’s Wrath é um jogo extremamente japonês, com ritmo e cadência próprios que podem muito bem não atender aos gostos e preferências dos gamers que não cresceram assistindo Cavaleiros do Zodíaco, Samurai Warriors e Dragon Ball Z. Por que eu digo isso? Porque Asura’s Wrath é, sem tirar nem pôr, uma série dividida em três arcos diferentes – Part I: Karma, Part II: Suffering e Part III: Rebirth. Isso sem contar  o final “verdadeiro”, disponível apenas em DLC, comprovando que a Capcom sempre será a Capcom.

Em termos de história não há nada de necessariamente revolucionário: mocinho é traído por seus companheiros, tendo sua esposa assassinada e filha raptada por conta de um suposto bem maior. O que faz jogo se destacar mesmo são as escolhas estéticas e ambientação em que os desenvolvedores resolveram contar o desenrolar do enredo: um misto de mitologia hindu com ficção científica que inclui muitos raios laser e algumas naves gigantescas. Pontos pela originalidade nesse quesito.

Como eu havia dito, o jogo é dividido em arcos, que por sua vez se dividem em seis episódios (ao menos os principais, sem contar um secreto e o disponível em DLC), cada um contando com cenas de abertura e encerramento como um anime mesmo, com créditos e tudo. Pelo visto alguém se preocupou mesmo em reforçar a estética de programa de tv/anime, ainda mais se tu levares em conta que cada episódio termina com uma imagem desse tipo:

To be continued

Mas e o jogo em si? Bem, como temíamos os famigerados quick time events estão espalhados por todo o jogo, então prepare-se para assistir mais do que jogar. Os momentos em que você toma controle do personagem, de fato, são meio repetitivos, mas com tanta gritaria, luzes e porradaria acontecendo ao mesmo tempo, é até fácil relevar. E claro, ao seu favor contam também as lutas contra os chefões. Logo no comecinho do jogo tu matas um cara que é possivelmente MAIOR que a TERRA, então o exagero e fanfarronice acabam compensando pelas falhas do gameplay.

Já falei que as escolhas de design foram maravilhosas? Tudo é dourado ou brilha, mas de uma forma que não fica brega, resultando só em BELEZA e PLASTICIDADE mesmo. Decididamente, Asura’s Wrath é um jogo maravilhoso de se assistir, mas não tanto assim de jogar, o fator replay é quase zero, a não ser que você seja daqueles maníacos por troféus que vai passar todas as fases de novo em busca de uma pontuação maior ou algo do gênero. A Capcom também lançou alguns DLCs visando expandir esse conteúdo, como é o caso do absurdo encontro entre Asura, Ryu e Akuma, da série Street Fighter:

Um veredicto: se você não tem problemas com o jeito nipônico de contar uma história, compre o jogo. É garantia de diversão, mesmo com as problemáticas apresentadas nesta resenha. Do contrário, fuja.

Zêr Arnaldo

Atua na área de Geoprocessamento, é editor do Titan Games. Foi curador da área games da Campus Party, adora quadrinhos, fotografia, astronomia, sonhador como Julio Verne, fan do bom e velho rock ‘n roll. Sua meta é conhecer os quatro cantos do mundo, ou quem sabe ir para o alto, e para o infinito ! 🙂

Um comentário

  1. como assim como temíamos?gosto é gosto.se tu nao gosta de quick times entao nao precisa criticar “como temíamos”.
    Participar do titan games pra apenas criticar os jogos?nao é a primeira vez que voce fez isso.
    não é bom de jogar pq tem bastantes quick times?o naruto shippuden ultimate ninja storm 1 e 2 tem bastante e é melhor do qualquer outro jogo do naruto por se diferente.
    a ultima frase “Um veredicto…” ficou bem nada a ver

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