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Review: Lego Batman 2: DC Super Hero

O game mais divertido da série também é uma das experiências cooperativas mais interessantes dos últimos tempos

Confesso que demorei algum tempo a entender os games lançados pela produtora Traveller’s Tale em parceria com a Lego. Afinal de contas, os últimos games lançados não eram sobre Legos, mas sim games de franquias famosas feitas de… Lego.  E este mundo feito de lego era puro caos, onde tudo poderia ser destruído, misturando o caos de histórias já caóticas por natureza, como Harry Potter, Indiana Jones, dentre outros. Sério, era tudo muito caótico na minha cabeça.

Mas depois que me situei em meio ao caos, me tornei um fã da série. Isso porque a produtora conseguiu criar regras e formatos para o mundo do lego nos videogames (cômico, irônico, destrutivo) e conseguiu encaixar histórias clássicas dentro daquele mundo. O resultado: jogos divertidíssimos.

E Lego Batman 2: DC Super Heroes consegue ser o ápice de todos estes elementos que deram certo. Achei que seria difícil superar Lego Harry Pottter. Mas um game que reúne boa parte do elenco de peso da DC e promove a reunião da Liga da Justiça lutando contra ninguém menos que Coringa e Lex Luthor torna-se imbatível já no roteiro. E o game não desaponta.

E o prêmio de Homem do Ano vai para…

A trama do jogo é bem simples. Durante o evento de premiação do “Homem do Ano”, título que logicamente está sendo disputado entre milionários da parada Brune Wayne e Lex Luthor, termina com uma invasão de Coringa querendo fazer uma limpa geral nos convidados. Mas antes da entrada triunfal do palhaço, Brune Wayne já havia vencido o prêmio e Lex Luthor não tinha gostado nada disso. Afinal de contas, o prêmio seria uma grande propaganda para a eleição presidencial, na qual Lex é um dos candidatos.

Bruce Wayne precisa sair de cena para dar lugar ao Homem Morcego. E durante a briga com seu inimigo Coringa revela que não está sozinho na parada: Coringa, Duas-caras, Arlequina, e Pinguim também aparecem. É claro que no final eles acabam derrotados por Batman. O problema é que Lex enxerga nos vilões a possibilidade de reverter o jogo e fazer a população eleger ele ao cargo máximo dos Estados Unidos.

Chame um amigo e divirta-se

Não dá pra começar a falar do jogo sem citar o seu ponto máximo: o modo cooperativo. O jogador já começa tendo que controlar dois personagens: Batman e Robin (e realmente é bom você aprender a controlar os dois, porque em um ponto do game o jogador precisa controlar cinco personagens ao mesmo tempo). É claro que é possível jogar sozinho, sendo que neste caso o outro personagem tem vida própria. Mas nos momentos que é necessário resolver algum problema, o jogador precisa assumir o controle do outro personagem.

Mas jogar este game sem outro jogador no Player 2 é perder 50% da diversão. Isso porque Lego Batman 2 é uma das melhores experiências cooperativas dos últimos tempos. Cada personagem conta com suas habilidades e também roupas especiais, e estas habilidades precisam ser utilizadas em diversos puzzles para prosseguir no game. Ou seja, ambos os jogadores estão sempre tendo alguma coisa para fazer, o que impede que uma pessoa jogue mais que a outra, o que é bastante comum nestes estilo de jogo.

Mas é claro que nada é perfeito e no modo cooperativo também deixa evidente que temos um dos maiores problemas do jogo: o modo de navegação. As produtora escolheu uma forma que permite que os jogadores fiquem em uma mesma tela quando estão próximos, mas a tela não apenas se divide na medida em que eles se afastam, mas também mudam de direção junto com o jogador. Ou seja, você perde completamente a noção de tempo e espaço, e isso atrapalha especialmente quando um dos jogadores precisa ficar em um ponto enquanto que outro precisa pular plataformas para chegar em um local mais alto. Acredito que, neste caso, a câmera dividida o tempo todo e fixa seria uma solução mais sensata.

Prato cheio para os fãs

O game é, mais do que nunca, um prato cheio para os fãs da DC. Uma das grandes diferenças de Lego Batman 2 em comparação aos outros games da série é a história recheada de diálogos. E conversas muito engraçadas e cheias de referencia a diversos aspectos do mundo dos heróis. Se você não entende muito inglês, vale muito a pena comprar a versão legendada em português para dar boas gargalhadas no decorrer do jogo.

Além disso, o jogo também conta com muitos personagens. Além de Batman e Robin, Superman participa de boa parte do modo história. No final do game outros personagens também são controláveis, como Lanterna Verde , Flash, Mulher Maravilha e Cyborg. Mas além destes e também dos inimigos já citados, uma série de outros personagens aparecem, e na medida que o jogador vai completando missões eles também se tornam jogáveis.

Um mundo aberto para destruir explorar

Uma outra novidade que o Lego Batman 2 trouxe é um vasto mundo aberto para ser explorado. O modo história do jogo é apenas uma pequena parte da grande quantidade de tarefas que precisam ser terminadas caso jogador queira chegar aos 100%. O jogador pode percorrer as ruas de Gothan destruindo tudo o que vê pela frente para coletar as moedas que são necessárias para liberar personagens Lego.

O grande problema é que a navegação do mundo aberto também acabou sendo prejudica. Principalmente quando as pessoas pegam os veículos espalhados, que são difíceis de controlar. O mapa também não ajuda muito na hora de guiar os jogadores pelas ruas para encontrar os quebra-cabeças espalhados.

Além disso, as missões espalhadas pela cidade ficaram muito repetitivas, e o modo história acaba não incentivando o jogador a fazer algumas durante o jogo. O que pode acabar acontecendo é o jogador finalizar o game, ter um monte de missões para fazer pela cidade e não ter paciência porque com certeza vai enjoar na metade delas.

Resumindo…

Lego Batman 2: DC Super Heroes é um excelente game, principalmente para quem gosta de quadrinhos e de heróis de um modo geral. Além de ser um game com muitos e criativos desafios, o modo cooperativo é um dos melhores da história recente dos games. Problemas com navegação e os eternos bugs, que parece que se tornaram clássicos dentro das jogos da Lego, podem até irritar um pouco, mas não comprometem a experiência.

Um comentário

  1. Eu joguei o primeiro Lego Batman e curti muito. Este ainda não tive a oportunidade de jogar, mas concordo contigo, quando você diz que, o mais legal que a Lego inseriu no enredo de seus games são os momentos cômicos, que nos fazem dar boas gargalhadas. 🙂

    Parabéns pelo review !

    \o

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