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Primeiro dia de negócios do BIG começa com plateia lotada

Primeiro dia de negócios do BIG começa com plateia lotada

Participantes discutem sobre cenário e desafios para a nascente indústria nacional de games.

O Brasil é o quarto maior mercado consumidor de jogos, mas como produtor não passa de 0,01%. Essa é a realidade que, na opinião dos organizadores e palestrantes do BIG – Brazilian International Games Festival, tem tudo para mudar a partir de iniciativas de estímulo à formação de profissionais e fomento à ainda nascente indústria nacional de games. O BIG Festival, que começou no dia 22 de novembro e vai até o dia 02 de dezembro, no MIS, reúne exposição, gameplay, palestras, workshops e fórum de negocios. O BIG Business Forum acontece nessa quarta e quinta feira, 28 e 29 de novembro. Hoje foi aberto pelo Secretário de Cultura do Estado, que exaltou a importância do evento para o calendário cultural da cidade. Também falou Françoise Trapenard, presidente das Fundação Telefonica Vivo.

“Há mais de um ano fizemos um edital e recebemos centenas de propostas de apoio. Selecionamos oito e nossa maior aposta foi no BIG“, disse Françoise. “ O que a Vivo tem a ver com isso?. Por que em centenas de alternativas a Fundação Telefonica Vivo apostou no BIG? Temos tudo a ver com isso. Favorecer essa ação faz todo sentido com a lógica da Fundação, que investe na educação, apoia causas sociais como o empreendedorismo social e aposta no mundo gameficado e no game como espaço de aprendizagem“, explicou a presidente da Fundação Telefonica Vivo, patrocinadora do BIG. Além disso, segundo ela, o game tem tudo a ver com o jeito brasileiro de ser, com a nossa cultura criativa, e é preciso fomentar essa indústria. “Nada contra os produtores internacionais mas precisamos desenvolver o capital humano brasileiro. Os games são uma porta para o empreendedorismo, principalmente para os jovens que têm interesse em suas comunidades e podem provocar mudanças a partir do desenvolvimento de jogos“.

O encontou começou efetivamente com a apresentação de Fred Vasconcelos, presidente da Abragames, que mostrou os dados – ou o abismo – do mercado brasileiro consumidor, quarto do mundo, e do mercado brasileiro produtor de games, com 0,01%. Entre as contribuições para mudar esse cenário, Vasconcelos disse que a entidade deve reunir todos os desenvolvedores e interessados na indústria de jogos eletrônicos do Brasil. “A ideia da Abragames é articular e fazer a interação dos projetos com o mercado em geral”. João Lanari, do MIDC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, por sua vez, apontou que a desoneração e uma mudança na taxação na carga de impostos pode facilitar não só o consumidor mas também quem trabalha na área. Já para Marcelo Goldenstein, representante do BNDES, a desorganização do setor ainda é um empecilho para os investimentos de órgãos do governo. Goldenstein anunciou que o BNDES encomendou uma pesquisa ampla sobre o mercado de games no Brasil, que será relizada pela USP, em 2013. Ao encerrar a sua participação, Marcelo Goldenstein afirmou que o BNDES poderá se comprometer a conceder mais empréstimos e recursos para as empresas que estão na área, colocando a idústria do game no patamar dos investimentos do governo brasileiro.

“Com essa estruturação da indústria, podemos ampliar os investimentos da empresa que já existem há cinco anos e, com isso, fortalecer as empresas nacionais que estão interessadas em expandir os negócios mundialmente“, disse Igor Brandão, da Arpex, agência responsável por trazer investimenos estrangeiros para o país. Para que haja essa estruturação e profissionalização do setor, Rosana Melo, do SEBRAE, colocou o órgão à disposição. “Buscamos solucionar o problema de gestão e fomentar o empreendedorismo, oferecendo cursos e capacitação para os profissionais gerirem as respectivas áreas de interesse”. O desafio proposto por Rosana é trabalhar em conjunto com as desenvolvedoras para, de fato, estimular o empreendedorismo no mercado de games no Brasil e promover a competitividade entre as empresas.

Maurício Hirata, da Ancine (Agência Nacional do Cinema), concordou que a indústria de jogos eletrônicos merece cada vez mais atenção e investimentos, porém, não há nada concreto para a agência investir no setor. “O diálogo está começando agora, mas acredito que em breve os jogos já estarão inseridos no plano de diretrizes e metas para o setor audiovisual, assim como já ocorre com os filmes, músicas e outros podutos de entretenimento.
Sobre o BIG – Brazilian International Game Festival – Inspirado no Festival Independente de Games de São Francisco (IGF, o BIG visa fortalecer a produção independente de games no Brasil por meio da capacitação de profissionais, troca de experiências e intercâmbio de produtos, e se estabelecer como ponto de encontro e de referência para desenvolvedores de jogos nacionais e internacionais. A programação inclui atividades exclusivas para desenvolvedores iniciantes ou profissionais e outras abertas ao público, como a exposição, game play e votação de jogos participantes do festival. O BIG é realizado pela empresa brasileira Game, co-realizado pelo MIS e pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, e patrocinado pela FundaçãoTelefonica e Vivo.

Serviço
BIG – Brazilian Internacional Game Festival
Data: 22 de novembro a 2 de dezembro
Local: MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo)
Endereço: Avenida Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo – SP
Horário: das 12h às 22h (dias úteis) e das 11h às 21h ( fins de semana)
Entrada: gratuita
Mais informações: www.bigfestival.com.br

TG

Zêr Arnaldo

Atua na área de Geoprocessamento, é editor do Titan Games. Foi curador da área games da Campus Party, adora quadrinhos, fotografia, astronomia, sonhador como Julio Verne, fan do bom e velho rock ‘n roll. Sua meta é conhecer os quatro cantos do mundo, ou quem sabe ir para o alto, e para o infinito ! 🙂

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