Menu de Navegação de Páginas

The Walking Dead: por Titan Games

Conheça agora, a visão de gamer para gamer, do eleito jogo do ano na VGA 2012, The Walking Dead: The Game.

Que The Walking Dead é uma HQ  e uma série televisiva de sucesso, todos sabem, seja por acompanha-las ou por suas notícias. E foi com uma adaptação da HQ, que a Telltale Games levou o prêmio de estúdio do ano, adaptação inclusive, premiada justamente como jogo melhor adaptado, além de ter levado os prêmios de melhor performance feminina, melhor jogo para download, e como dito anteriormente, melhor jogo do ano.

Deixando de lado os prêmios, o Titan Games, mais precisamente eu, Jhordan, o mais novo nobre contribuinte, não só conheci o jogo antes disto tudo, como também o joguei até o fim. E ainda acompanhei outros jogando, até o fim novamente, comparando performances e conhecendo melhor o jogo.

Acho melhor, primeiro, apresentá-lo para aqueles mais afastados do mundo dos mortos-vivos. The Walking Dead: The Game, é composto de 5 episódios, lançados separadamente, entre Abril e Novembro deste ano, publicado e desenvolvido pela Telltale Games, para: Playstation Network, Mac OS X, iOS, Microsoft Windows (jogado por mim) e Xbox Live Arcade.

Terminado as formalidades, vou trazer os principais pontos deste jogo, divido em tópicos e sempre, sempre na tentativa de não revelar absolutamente nada da história, para não estragar as surpresas daqueles que ainda irão jogar. Bom, vamos lá:

 

Point-and-click

Apontar e clicar!  Só por essa característica, muitos desavisados já deixariam o jogo de lado sem nem ao menos experimenta-lo. Por mais que os jogos desse gênero, possam parecer entediante, The Walking Dead, faz uso brilhante dessa forma de se jogar. Ao terminar o jogo, você não pensa em outro gênero que cairia melhor que este.

Ps.: Para jogadores frenéticos, aguardem o “The Walking Dead: Survival Instinct”.

 

Câmera “Cinematográfica”

Sim, você não tem controle sobre a câmera, e isso é um pouco chato. Normalmente, eu sou um dos primeiros a reclamar das falhas (inevitáveis) que isso proporciona, e em alguns pontos do jogo talvez você até reclame da câmera, mas novamente, você chega no fim sem saber o que poderia ser melhor que esse sistema de câmera. O jogo foi tão bem trabalhado para que cada episódio, passasse um “ar” de episódio, que muitas vezes, a animação já havia terminado e eu não percebia que já tinha “voltado pro jogo”. Ela se move de forma perfeita para você se sentir assistindo um episódio de verdade.

 

Gráficos

Bom, joguei no notebook nas horas disponíveis, então não pude desfrutar do máximo de qualidade em questão de gráficos, porém é notável que ele é “cartoonizado” (talvez por ser baseado na HQ?).Isso gerou algumas críticas em alguns sites, ouvi reclamações do tipo: “os zumbis não assustam nem criancinhas”, bem, é verdade.

Mas a minha veia de gamer apaixonado pelo jogo, me inclina a expressar que na minha humilde opinião, o jogo nunca teve a pretensão de assustar os jogadores, talvez em pontos chave (e nesses pontos ainda ocorre), porém o foco é outro, esse não é mais um “Resident Evil adaptado”.Isso gerou uma surpresa para mim: que o jogo não foi feito para matar zombis, e isso veremos mais a frente.

E por isso, prefiro um estilo cartoon bem trabalhado, como foi feito, do que uma tentativa frustrada de tornar os personagens “reais”, criando um jogo pesado e feio.

 

Corra Lee!

O Lee não corre! Salvos raros momentos. Nosso personagem principal não corre, você está ali, “louco para fazer algo” e seu personagem (Lee), anda calmamente, em meio a um apocalipse zumbi! Mas bem, isso se encaixa perfeitamente no final das contas, já que isso acaba te prendendo e deixando-o ainda mais ansioso para fazer “aquilo”.

 

HISTÓRIA

É aqui que todos os ditos erros, são justificados, é aqui que se encontra o foco do jogo, é aqui que se encontra o principal do jogo e creio eu, que é principalmente pela história que The Walking Dead:The Game é um jogo tão bom.

Ah, e também é da história que não posso falar muito! Mas, o foco de todo o jogo é a história, porém mais importante que matar zumbis, é sentir a história, participar, alterá-la. Todo começo de episódio, você é avisado que a história se adapta as suas escolhas, e isso é realmente verdade. Pude comprovar ao chegar no fim, e acompanhar minha namorada chegar no fim, porém, com histórias diferentes, e isso da um “sabor especial ao jogo”.

Ao longo dos 5 episódios, você vai escolher entre respostas que você deseja dar as vidas que irá salvar, e todas escolhas irão influenciar na personalidade de seu personagem, assim como na relação dele com os demais que irão surgir durante a trama. Isto levará você a inevitavelmente criar um laço emocional com o jogo e seus personagens. Algumas vezes você se estará se culpando por determinada escolha, e quem sabe até chorando no final, se tiver um coração muito doce!

Todo esse foco na história, torna um jogo interessante, que você sentirá prazer ao chegar no fim, e entenderá porque a câmera se move sozinha, porque o Lee não corre, entre outros fatores menos importantes, e será tentado a terminar o jogo novamente, para observar as diferenças!

 

Concluindo, já devem ter percebido que The Walking Dead:The Game é um jogo e tanto, e para aqueles que gostam de apreciar uma boa história, sem se importar em ser “o melhor” ou “o mais rápido”, The Walking Dead: The Game, é um jogo indispensável. A única coisa que você deve saber, é que esse é um jogo que traz todos aspectos que foram possíveis de uma série televisiva e bem, digamos que  já tem uma segunda temporada prevista para 2013, com mais 5 episódios, portanto, não espero um fim completo.

 

PS.: Toda opinião expressada , é totalmente pessoal e não reflete a opinião do site como um todo.

TG

Jhordan

Muito prazer me chamam de otário, por amor às causas perdidas. (Dom Quixote, Engenheiros do Hawaii)

Um comentário

  1. Já vi jogarem,achei muito bom e ótimo post.

Deixe o seu comentário, crítica ou sugestão !