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Review simplificado – Metal Gear Solid V The Phanton Pain

Trago a vocês um review simplificado do jogo Metal Gear Solid V The Phanton Pain, que finalizei esta semana e me trouxe um misto de sentimentos… Bom fiquem com o review. (Simplificado pois explico as coisas bem por cima, se quer algo mais completo tem vários lugares que já o fizeram e explicam bem, Google neles!).

Continuando lendo este post você concorda que:

-poderá e irá tomar spoilers sobre Metal Gear Solid V The Phantom Pain caso ainda não tenha jogado ou não tenha finalizado o jogo.
-verá minha opinião sobre o jogo que joguei nas ultimas 4, 5 semanas direto (GTA V ficou encostadinho, Destiny morreu).
-poderá não concordar, já que é a MINHA opinião baseado no que joguei, no que li depois de jogar na wiki do MGS e em reviews completos do jogo.

 

Pronto?

Se você chegou até aqui é que está a fim de ler o que tenho pra falar desse jogo que tanto amei e odiei, num misto de sentimentos que passou por alegria, paixão, ódio e agustia.

Explico.

(Tem certeza que quer continuar? Caso queira parar ainda tem chance. E dica, jogue a missão 45 antes de falar que acabou o jogo na missão 46 pra não tomar nenhum spoiler tentando entender o que aconteceu como eu fiz. Para destravar a missão 45, olhe em suas OPS paralelas, é tudo que eu posso falar nesse ponto).

Quando ganhei esse jogo no final do ano, estava meio receoso em pedir (sim, tive opção de escolha) pois fazia um tempo que não estava em contato com a franquia MGS e não sabia o rumo que ela tinha tomado (não jogava desde Snake Eater).
Mas depois de ter jogado o MGS V Ground Zeroes (totalmente necessário para entender alguns acontecimentos em TPP) e ter perguntado em meu Facebook se valia a pena ou não pegar, escolhi ele como presente.

Quando comecei a jogar, a primeira missão me deixou bastante nervoso, pois mostra aquele momento onde você se vê situado numa cama de hospital sem poder fazer nada. Nesse momento o jogo te deixa criar um personagem que você imagina que irá usar, dar nome e data de nascimento pra ele, depois de umas cutcenes muito bem feitas, explica sua atual situação mas depois já começa com acontecimentos frenéticos (o hospital sendo invadido e pessoas tentando te matar) porém você sem poder fazer muita coisa diferente do que o jogo manda e sem muita das suas habilidades, coisa normal em qualquer inicio de jogo. Ou seja, você precisa fugir.

Uma vez fugindo do hospital em que se encontra, você encontra um velho conhecido da franquia MGS, Revolver Ocelot e junto a ele procura e resgata outro nome conhecido, Kazuriha Miller (Kaz) e os três criam a força Diamond Dogs (David Bowie influenciando forte aqui além do tema principal “The Man Who Sold the World”) para buscar vingança aos responsáveis pelos acontecimentos do Ground Zeroes que te deixou em coma durante 9 anos naquele hospital.

Neste momento, que você começa a criar seu exercito que é uma parte empolgante do jogo, onde você começa aos poucos adquirir recursos, habilidade, recrutas, enquanto vai entendendo quem é o verdadeiro vilão por trás do que aconteceu anteriormente. Nisso você é apresentado a um mundo aberto do Afeganistão, mas que começa um dos pontos que o jogo peca feio, um mundo aberto onde as coisas a se fazer não são como em um GTA (com as mais variadas opções de interação) e sim bem restrita as missões e alguns poucos outros eventos, como caçar animais, invadir postos de forças privadas inimigas e fazer as side quests (OPS Paralelas) para conseguir melhores recursos e recrutas. Coisa que não muda para mudar ao segundo mundo aberto da região de Angola-Zaire, na Africa.

Uma coisa que pode parecer besteira, mas que me deixou bem empolgado e surpreso, pois já tinha esquecido que tinha dado essa informação no começo do jogo é que como joguei na data do meu aniversário, o jogo me fez uma surpresa, que muitos podem considerar boba, mas que eu gostei muito e que sei que não se vê em qualquer jogo por ai.

Nas missões da história, dois principais pontos, um ótimo e um péssimo. O ótimo é que o jogo permite que você cumpra as missões de diversas maneiras, podendo simplesmente tocar o terror nos inimigos, invadindo e matando todo mundo, usar o modo stealth para se infiltrar sem ser percebido pelos inimigos ou um misto dos dois para alcançar seus objetivos e em ambos os modos contar com parceiros como seu cavalo, além de outros destravados ao longo do jogo.
O péssimo é que pelo que li (não cheguei a contar no decorrer do jogo por causa da empolgação, mas que realmente é perceptível ao chegar no final) é que apenas 13 das 50 missões principais são realmente importantes ao enredo, tornando as outras 37 nada muito excepcional a história do jogo, não ficando tão claro isso no primeiro capitulo.

No primeiro ápice do jogo, encerramento do primeiro capitulo para o segundo, vieram duas sensações que fazia muito tempo que não sentia jogando, emoção e angustia, pois além de enfrentar um chefe que você imagina que seja o final do jogo (sim, eu tive essa sensação, quem já jogou algum jogo da série sabe que sempre o chefe final, ou próximo ao final é um Metal Gear, neste caso o Sahelanthropus) você percebe que não acabou e que aquela história vai se prolongar e vai ter várias outras reviravoltas. Então você meio que deixa de lado o primeiro problema que citei (do mundo aberto) e se foca na conclusão da história. Mas ai é que o barco afunda, e bem fundo.

No segundo capitulo, você já entendeu (e matou) quem era o vilão que estavam procurando, seus planos (que podem ser vistos como uma coisa bem profunda, guerra étnica com guerra biológica, uma baita história que você sabe que é da cabeça do Kojima) e que não contentes com isso (e pelos spoilers que o próprio final do capitulo 1 dá) teremos mais uma puta história pela frente, mas que não é bem o que acontece.

A história principal fica cada vez mais escassa, onde o jogo apela para os episódios já jogados mas com modificadores específicos: são 3 ao todo, o modo furtividade total, onde se você for encontrado pelo inimigo acaba a missão, modo extremo, onde a dificuldade é aumentada e você não pode usar o item chapéu de galinha nem o modo reflexo – um modo que quando você é visto entra no efeito Matrix, dando tempo de resposta a um possível alerta inimigo antes que ele aconteça e o modo sub existência – acho que é esse o nome – onde você começa sem poder escolher equipamento algum e tem que se virar com o que é encontrado ao longo da missão, tornando meio maçante as missões principais e meio que deixando de lado as paralelas (poucas são importantes para o enredo e vem em cor diferente pra você saber).

Na missão 43 se não me engano, você repara que Quiet, companheira que você pode recrutar para seu time, simplesmente desaparece e mesmo depois de você ter evoluído ela e seus equipamentos e a partir daí não vai poder mais contar com ela. Ai a trama da uma respirada pois mostra o que acontece com um traidor que está entre os Diamond Dogs mas que depois disso não tem mais nenhum outro final a esse traidor. E chegando a missão final, missão 46 (sim missões “principais” são 50, que dão bastante horas de jogo, mas que como disse anteriormente nem todas são necessárias para o enredo e outras são missões revisitadas) você volta a primeira missão do jogo, do prologo, onde tem que fazer TUDO igual mas que na cutcene do final dessa missão mostra um plot twist digno de MGS e que te deixa com um gostinho de Kojima kojimando.

MAS que acaba sendo um verdadeiro problema, pois ao invés de vir um capitulo 3, onde personagens como Quiet, Eli e Code Talker (personagem principal na gerra biológica), a guerra biológica em si, o uso de crianças na guerra e até mesmo esse plot twist poderiam ser melhor explorados, mas não, o jogo pega, joga um texto rápido que mal conseguimos ler direito contando toda a historia de toda a série Metal Gear e depois te da umas fitas cacetes (sim, com direito a walkman da Sony, que te auxilia a entender varias pontos da história durante o jogo) com algumas conversas e pronto, nada mais. Nem capitulo 3, nem chefe final foda (saudades Sahelanthropus), nem nada. E ai vem aquele sentimento de frustração, de jogo incompleto (briga entre Kojima e Konami ficando bem aparente aqui) e a sensação de que uma história foda, como a do Big Boss passando de mocinho a bandido, foi cagada por problemas internos e briguinhas, tornando o MGS V de um jogo ótimo pra um jogo OK.

Minha conclusão disso tudo é, se tiverem oportunidade e tempo, joguem Metal Gear Solid V The Phanton Pain, mas não esperem que o jogo seja surpreendente, pois ele até pode ser mas para um lado negativo.

Outras três coisas antes de encerrar este post, o modo online não me interessou durante a campanha solo justamente pois estava muito a fim de ver o desenvolver da historia (é, me decepcionei) e que com esse fim que teve, não sei nem se terei vontade de entrar nesse modo pra ver como funciona. Além disso, caso termine o jogo (fazendo a missão 45 e 46 para não tomar spoiler como tomei procurando se realmente aquele era o final e acabei encontrando esse vídeo) assista o vídeo abaixo onde mostra claramente que o jogo foi cortado em pleno desenvolvimento pois começaram o que poderia ser realmente um final digno de MGS e só está disponível na versão de colecionador do PS4 (imagino que na do Xone também, mas não verifiquei). E a ultima coisa é: faça as OPS paralelas de recuperar os recrutas da antiga Mother Base para conseguir itens e destravar um “easter egg” na plataforma médica, que envolve a personagem Paz, supostamente morta em Ground Zeroes.

Espero que tenham gostado.

TG.

henrigama

Editor, formado em Desenvolvimento de Jogos Digitais, porém está trabalhando em algo que não tem nada a ver com jogos. Teve seu primeiro contato com jogos através de um master system, e tenta se manter ao máximo conectado ao mundo de games. Joga de tudo, odeia preconceitos com “gráficos”, sonha em ter um quarto com todos os videogames possíveis e imagináveis, além de trabalhar em alguma grande empresa desenvolvedora de jogos.

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