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Xadrez despertar nas crianças o raciocínio lógico, estratégia e tomada de decisão.

O xadrez é um esporte de estratégia, lógica e de muita concentração. Dentre os esportes do Instituto, o jogo é um grande aliado pedagógico e cognitivo para as mudanças que o projeto quer realizar na vida das crianças atendidas. Com grande aceitação por parte dos alunos, os avanços já são notórios durante as aulas e grande parte aprendeu rapidamente uma nova atividade que antes não conheciam.

Integrante dos esportes que recebem verba do Ministério dos Esportes, através de Leis de Incentivo, o xadrez é uma das modalidades que faz parte da rotina das crianças no INJR. Com aulas teóricas e práticas, os alunos aprenderam rapidamente as regras e estratégias do jogo em sala de aula. Para Joel Moraes, coordenador geral do Instituto, o importante é passar que o xadrez é um esporte que estuda o pensamento lógico e que trabalha com a ansiedade.

“Queremos desmitificar entre as crianças que esporte não é apenas o que tem bola ou aqueles que eles conhecem pela televisão. Então queremos mostrar para eles novas possibilidades que o xadrez pode despertar neles em outros sentidos neurológicos e motores, também. E também a maioria das crianças demonstra ansiedade, então o jogo irá despertar a paciência neles”, contou.

Mas antes das crianças irem para a parte prática, elas passaram pelo processo teórico do jogo com a professora Luiza Brasil. Todas as funções de cada peça, as regras e as estratégicas possíveis foram apresentadas para as crianças em sala de aula. Tendo a maioria dos alunos sem nunca terem jogado xadrez, Luiza afirmou que, mesmo assim, o aprendizado foi rápido.

“A maior dificuldade deles foi o movimento de cada peça no tabuleiro e a forma como cada uma deve capturar os adversários. Principalmente a do peão, porque ele só anda para frente e captura na diagonal, mas eu fiquei espantada com a facilidade que aprenderam. A maioria não sabia jogar e os que sabem colocamos como monitores para ajudar os amigos; só que hoje eles já aprenderam e agora vivem tirando dúvidas”.

Exemplo de como as crianças aprenderam rápido é a dupla de amigos Paulo Miguel Caires, de 8 anos, e Cauã Henrique, de 7 anos, da Turma C7. Formando a dupla de adversários da aula de xadrez, os dois estavam concentrados nas estratégias adotadas para dar o xeque-mate e mesmo assim conseguiram falar um pouco do que estão achando do novo esporte do Instituto.

“O jogo é divertido, porque você tem que ter memória, pensar muito e saber perder. Eu gosto da rainha,Cauã (esquerda( e Paulo (direita) prestam atenção aos ensinamentos da Professora Luiza. porque ela pode capturar todas as peças eanda em todas as casas.”, disse Paulo. Já Cauã é uma das crianças que sabia jogar, porque aprendeu no computador, mas ele afirma que dar xeque-mate no jogo de verdade é melhor. “É um jogo que dá para se divertir e jogar com os amigos. É importante também ter xadrez no Instituto para as crianças terem noção de um jogo diferente e jogar com as peças é mais legal”.

Assim como a dupla de amigos, todas as crianças atendidas pelo INJR, de 7 a 14 anos, têm aula de xadrez. O intuito com a atividade é formar cidadãos bem sucedidos na vida, que tomem decisões importantes, assim como em cada jogada pensada na estratégia adquirida para realizar o xeque-mate e acabar com o jogo.

Zêr Arnaldo

Atua na área de Geoprocessamento, é editor do Titan Games. Foi curador da área games da Campus Party, adora quadrinhos, fotografia, astronomia, sonhador como Julio Verne, fan do bom e velho rock ‘n roll. Sua meta é conhecer os quatro cantos do mundo, ou quem sabe ir para o alto, e para o infinito ! 🙂

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